Neste depoimento real, gravado no Estúdio André Ricci, em Magé/RJ, uma mãe conta a jornada do filho contra a alopecia — e como a prótese capilar devolveu o sorriso e a autoestima da criança.
Um relato de coragem, cuidado e reconstrução da autoestima.
A queda de cabelo começou de forma inesperada: primeiro as falhas na sobrancelha, depois os cílios, até chegar ao couro cabeludo. Foram consultas, exames, dúvidas e muitas tentativas até a família entender que o caso exigia um cuidado especial.
Hoje, mesmo com o tratamento ainda em andamento, ele viveu um momento muito importante: se olhar de novo com alegria.
No fim do atendimento, a resposta dele disse tudo: ficou “muito maneiro”. A mãe também confirmou o que mais importava naquele momento: ele estava feliz, muito feliz.
Mais do que estética, esse trabalho fala sobre acolhimento, confiança e autoestima. Cada detalhe foi pensado para que ele pudesse se sentir bem, seguro e preparado para viver momentos especiais, como a formatura da escola.
Que venham os próximos passos, sempre com cuidado, respeito e muito carinho.
Transcrição do áudio
— Ele amanheceu normal e, de repente, começou a cair o cabelo. Primeiro a sobrancelha começou a falhar. Levei ele ao médico, fez exame, mas não teve diagnóstico. Depois os cílios começaram a cair também. Tomou remédio, mas não teve resultado. Aí começaram as falhas atrás da cabeça.
— Nenhum médico tinha sugerido o que era?
— Não. Trouxe ele a um médico aqui em Piabetá, e ele falou que era alopecia, de fundo emocional; pediu psicólogo, exames e um remédio por 15 dias. Nesses 15 dias, o cabelo dele caiu 100%. Passava a mão e saía tudo, em punhados.
— Do dia para a noite?
— Literalmente. Procurei outra dermatologista em Caxias, ele iniciou o tratamento, mas não melhorava. Agora estamos fazendo o tratamento num hospital especializado, que cuida diretamente do caso dele.
— Com que idade caiu o cabelo?
— Com nove anos. Hoje já faz mais de um ano. Ele iniciou um novo tratamento com injeções, de longo prazo. Como ainda é criança, algumas medicações mais fortes só podem ser usadas a partir dos 12 anos.
— A causa ainda não foi descoberta?
— Ainda não se sabe se é hereditário ou emocional, por ele ser uma criança que guarda tudo para si.
— Não pode guardar, tem que falar! Quando ficar chateado, conta para a mãe, combinado? Vamos fazer o nosso melhor, um trabalho muito bonito, para ele ir para a formatura do colégio um gato. Fala você: o que achou?
— Achei que ficou muito maneiro!
— Está feliz de que tamanho?
— Dez!
— Mãe, ficou legal?
— Está perfeito. Ele está muito feliz, estava ansioso para colocar a prótese. Valeu super a pena.
— É isso aí! Muita boa sorte, que Deus abençoe.